sábado, 24 de abril de 2010

A relação dos jovens com a humanidade

Por Heloísa,

Nas últimas aulas de português temos estudado sobre a relação dos jovens com a humanidade, como alguns seguem as regras ponta a ponta e tem medo de se expressar e como outros se aventuram achando que são invencíveis.

“Para derrotar o medo, alguns jovens acreditam ser imunes a qualquer perigo. Vestem a couraça da onipotência e põem em risco seu futuro e sua vida. Até que um dia descobrem porque não são imortais.” Essa frase de Flávio Gikovate serve para nós entendermos como é o universo de nós, jovens hoje em dia. Temos que ser fortes mesmo nos sentindo fracos, temos que ser independentes mesmo nos sentindo inseguros, ás vezes não sabemos se preferimos ir jogar futebol com os amigos ou sair com aquela menina tão linda, ou então brincar com bonecas sair com aquele menino gato da balada.

Nos sentimos perdidos nesse mundo, então para sair dessa insegurança nos vestimos como nossos super-heróis achando que podemos fazer tudo que queremos na hora que queremos sem pensar nas consequências, e assim o jovem se sente onipotente.
De acordo com Flávio o jovem cai em “estado de graça”, ele acha que pode dirigir um carro na mais alta velocidade depois de ter bebido numa festa ou ter relações sexuais sem camisinha, pois acha que é imune a AIDS.

Isso geralmente acontece por falta de maturidade e às vezes de diálogo, pois a maioria de nós, jovens, fazemos tudo isso para não encarar a realidade, na qual nos sentimos perdidos e desorientados .Nós, jovens só saímos do “estado de graça” geralmente quando algo acontece... Valéria Piassa Polizzi, autora do livro “Depois daquela viajem” é um vivo exemplo, pois no livro ela conta como contraiu o vírus da AIDS por não usar camisinha na hora da relação sexual e como teve que aprender a viver com ela. Existem também exemplos disso em toda sociedade, todos os dias passam nos jornais, manchetes de jovens morrendo por dirigirem bêbados ou por andarem nas ruas sozinhos a noite achando que não acontecera nada de ruim.

Quando os jovens “caem na real” e se dão conta que não são invencíveis, não podem desistir de tentar, terão que aprender a cair e se levantar e principalmente ter respeito a sua própria vida.
“... e o que é mais importante terão de enfrentar com serenidade e plena consciência de que são vulneráveis. Este é um dos ingredientes da maturidade: ter serenidade na viagem da vida, mesmo sabendo que tudo pode nos acontecer.”

E vocês jovens que estão lendo este texto agora...se consideram onipotentes?
Reflitam sobre isso.

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