segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Violência contra indígenas

por Arthur,

Caro leitor(a),


Venho através deste espaço mostrar minha indignação com relação aos casos de violência contra os indígenas. Como todos devem saber, ainda hoje a população indígena é muito discriminada, sendo muitas vezes alvo de violências diversas, e as vezes inimagináveis barbáries.

Em um caso, na floresta amazônica, que só veio cair na mídia recentemente, um grupo de doze indígenas foi preso por militares responsáveis por uma investigação policial sobre tráfico de droga. Segundo os próprios indígenas, os quatro militares identificados como os sargentos Leandro Fernandes Rios de Souza, Ramon da Costa Alves, Walter Cabral Soares, sob o comando do primeiro tenente do Exército, Samir Guimarães Ribas, os submeteram a horas de espancamento, humilhação, e tratamento desumano.

De acordo com uma carta do indígena Brígido Mariano Garrido, os militares colocaram o grupo dentro de uma gaiola de ferro destinada ao transporte de onças, e lá ficaram por horas, tendo que fazer suas necessidades ali mesmo. "O senhor tenente me chutou com o pé bem forte e quase chorei", contou Brígido. No final, mesmo depois de ter passado por aquilo tudo o indígena Mario Mandu disse que perdoa seus agressores.

Agora leitor(a), tente imaginar o por quê que militares que têm o dever de proteger as pessoas da nossa nação, praticam atrocidades como essas.

Indicação bibliográfica:
Revista Isto É, 08/09/10, pg 56-58.
http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL24450-5598,00.html, acessado 12/09/10, às 13:57.
Créditos de imagens:
http://catracalivre.folha.uol.com.br/wp-content/uploads/2010/04/indio.jpg

Um comentário:

  1. Olá,
    Fui agente de saúde naquela região e concordo com o Tenente Samir. As vezes, quando vemos a situação "de fora" pensamos de forma objetiva, entretanto, quando inseridos no contexto da região (como eu fui) entendemos melhor e até defendemos essa atitude do militar. O tráfico de drogas ali é imenso (uma das maiores entradas no Brasil) e a União faz vistas grossas para apoiar o combate ali. É difícil.

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