domingo, 21 de novembro de 2010

O casamento

por Bárbara,

Era uma festa grande. Pelo menos parecia, naquele lugar grande, onde o perfume das flores se espelhava, havia também objetos de ouro que brilhavam conforme o reflexo do sol aparecia. Sem contar a quantidade de pessoas que permaneciam naquele lugar.

Quando o sino enfim toca, vem aquela música calma que encanta a todos, junto com aquela bela mulher de branco que envolvia a multidão e logo atrás estava uma pequena menininha com um lindo vestido branco com detalhes na cor amarela.
Sim, era um casamento e aquele lugar enorme uma igreja, mesmo que não parecesse, mas nem tudo que parece é, não é mesmo?

Conforme a menina andava, conseguia admirar cada partezinha por onde seus olhos azuis percorriam. De repente, um barulho, um barulhinho suave, baixinho, que se escondia no meio da música que ocupava o ouvido daquela gente, porém a menina sempre atenta a qualquer movimento, pode notá-lo, olhou para o chão e ali estavam aquele par de alianças que ela tinha a responsabilidade de carregar e cuidar. Rapidamente juntou as alianças e continuou andando deslumbrada com cada pedaço da igreja.

Parada, achando aquilo tudo uma chatisse, ainda sim se encantava com o que via, com seu vestido, parecia uma princesa, o que era o sonho de qualquer menina da sua idade. Porém foi cansando e se agoniando de ficar parada e com o vestido. De repente aquele barulho novamente, um barulho familiar que sumiu rapidamente, eram as alianças de novo e logo a menina as juntou. Emburrada, irritada, ficava pensando que já tinha se sujeitado a ficar horas no salão, deixando que mexessem no seu cabelo, coisa que ela odiava e ainda tinha que ficar ali parada, ouvindo aquele moço falar o tempo todo, sem entender muita coisa.

O tempo ia passando e a falta do que fazer aumentava, todas aquelas imagens despertavam pensamentos hilários na menina.

Toda criança tem imaginação fértil, o que torna as coisas bem mais coloridas e interessantes. Ela fazia da realidade um grande ou vários sonhos e brincava com eles da forma que bem entendia.

Era como voltar na antiguidade, todas aquelas pessoas, com trajes elegantes, pessoas da realeza, a igreja parecia um palácio, era emocionante ver tudo aquilo de perto. Porém o vestido apertado atrapalhava seus sonhos o tempo todo.

Assim foi seu dia, o que parecia um conto de fadas, virou desilusão por causa do cansaço.


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