quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Da minha janela vejo...

,por Lakshmi Jaya

Sim, as vejo todas as noites. Milhões e milhões de pontinhos no céu. Qual é o nome delas? Estrelas. Da minha janela eu vejo estrelas, tão lindas, tão surpreendentes aos meus olhos, chega até ser sobrenatural. Apagam-se as luzes da cidade para fortalecer o seu brilho! Mas, certas noites eu não as vejo, pois as misteriosas nuvens insistem em escondê-las, chega até a me dar um aperto no coração. Como vou dormir em paz, sem dar “boa noite” para as minhas amigas? Elas vêm e vão, assim como o dia clareia e mudam as estações. Para uns as estrelas são grandes e luminosas esferas de plasma, mas para mim não, pois as considero companheiras da lua e guardiãs do mundo. Cuidam das pessoas, das florestas, do mar e de todos os elementos da terra.

Da minha janela eu as vejo, assim, como elas me veem também. Me protegem de todo o mal, em troca eu as conto os meus segredos.

Vão me ver e julgar, dizendo que sou louca por falar sozinha, mas será mesmo?

Cada um tem o seu mundo e é claro que elas me escutam. A loucura move tudo, assim como a força do pensamento beneficia quem acredita.

Da minha janela, e assim como a de todas as pessoas, estão os pontinhos perdidos no céu. Só vê quem quer, só vê quem as entende. E não pare para vê-las apenas quando está apaixonado, sofrendo, rezando ou algo do tipo. Consideração gera consideração. Atenção gera atenção e tudo que vai, volta. Procure-as nos momentos mais simples, pois elas irão lhe ajudar quando você mais precisar. É só confiar.

Fechei a janela. A conversa estava boa com as minhas amigas, mas como todo o ser humano, eu preciso de descanso.

Curtam a noite, em poucas horas o dia clareia e vocês precisam cuidar de outros planetas, de outros seres, de outros mundos, em outros tempos. Até outra hora.

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