terça-feira, 8 de outubro de 2013

Analisando a vida no campo

por Pablo,

O livro “Por um pedaço de terra” de Renato Tapajós, mostra as diferentes formas de agir e pensar de Júlio, um adolescente de classe média, que mora com seus pais em São Paulo, que curte rock, gosta de sair com os seus amigos e era um garoto normal.

Mas sua vida muda, quando a partir de uma proposta de emprego, foi contratado como fotógrafo para trabalhar em uma revista do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e como precisava de dinheiro para comprar suas coisas, não negou. Este trabalho era uma proposta e oportunidade para seu crescimento profissional.

Até poderia ser estranho ele neste emprego e eu também achei, por ser uma oportunidade diferente para um jovem.

Às vezes, também me sinto assim, como ele, eu tenho este mesmo tipo de pensamento, de lutar pelas coisas, por minha vontade e crescer profissionalmente. Mas as coisas são diferentes como pensamos, pois podemos nos deparar com situações de conflitos.

Como ele estava crescendo no emprego e se destacando, foi convidado para ir ao sul do Pará, onde deveria participar de uma passeata. Na verdade, só iria para tirar as fotos. No qual fazia muito bem.

Mas, o que não sabia, era que sua vida iria mudar a partir daquele momento e Júlio se viu no meio do nada em uma floresta no sul do Pará envolvido no conflito do MST ,em meio a muita confusão.

Ele havia tirado as fotos do massacre, onde pessoas lutavam por ter um pedaço de terra, para poderem trabalhar e plantar, tendo registrado muitos feridos e muitos mortos.
Em um assentamento rural a realidade é muito diferente em relação à cidade, mas ao mesmo tempo super interessante, porque a experiência é marcante. No caso dele, fez a vida ter mais valor, porque nos mostra como é difícil viver no campo, lutando por sua existência, onde as pessoas esperam muitos anos até conquistar a terra, para ser sua. E quando as famílias são assentadas, é que a verdadeira luta começa.

Agora, Júlio estava passando por um dos momentos mais difíceis de sua vida. Como havia deixado sua terra e tudo que viveu em São Paulo, então passava um filme na sua cabeça, até mesmo sua história. Mas no final, tudo sucede bem.

Achei curioso e me chamou a atenção, a parte da mídia brasileira, porque os jornais, através das reportagens, criticam tanto o MST, e naquele momento todas as atenções estavam no acontecimento que tinha acabado com muitos sem-terra.

Não achei muito útil, de o autor, colocar Júlio, no centro das atenções, porque naquela hora todas as atenções estavam voltadas para um acontecimento que tinha destruído dezenas de sem-terra. Ele ficou bem chateado, por esta visão e notei que a imagem dele mudou. Sendo que esta imagem era a que todos estavam vendo, não a que ele era verdadeiramente. Mas, no final ele compreendeu que era diferente!

Também, percebeu que o medo que o rodeava havia sumido. Que por todos estes acontecimentos, agora teria força de encarar as situações sozinhas. Porque a realidade do MST são pessoas unidas que compartilham de uma luta e só querem um futuro melhor, como nós também queremos.

O livro mostra que o mais importante, é o ser e não o ter.



CRÉDITO DA IMAGEM:
http://4.bp.blogspot.com/-gg25yHG-

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